segunda-feira, 8 de abril de 2013

Capitulo 13- O telefonema


A claridade já invadia o quarto fazendo com que Taylor desperta-se , ele olhou para o seu quarto nem lembrava mais a quantos anos ele não passava uma noite ali, foi uma noite tranquila. Taylor olhou para o lado e viu que Ana ainda dormia junto a ele,  ele a admirava dormindo, tão serena, tão linda. A pele branca os cabelos castanhos, ele percorria seus dedos pelos cabelos de Ana, depois de beijar suas bochechas e dar um selinho em sua boca ele se levantou, foi ao banheiro lavou o rosto e ajeitou os cabelos. Foi para a cozinha e abriu a cesta que a senhora Hudson havia entregue a ele. "Pão, geleia, cereal e leite"- Melhor eu sair comprar mais algumas coisas.
Taylor saiu e foi até o supermercado mais próximo, voltou e preparou uma mesa de café da manhã , enquanto observava a mesa do café percebeu que faltava algo, correu para o jardim e roubou uma das poucas flores que restavam, colocou-as em um vaso ao centro da mesa. Ana também havia despertado e visto que Taylor não estava no quarto.. "Só pode ter sido um sonho, não é real. Meu deus! eu devo estar maluca". Ela colocava a mão na cabeça , resolveu sair da cama e procurar Taylor ele deveria estar em outro comodo da casa, queria sair logo daquele lugar, estava com medo de passar mais tempo ao lado dele e não conseguir se controlar. Seguiu até a cozinha e viu que Taylor estava sentado lendo jornal e na linda mesa de café da manhã a sua frente.
-Bom dia, Tay. A voz quase que não saindo.Taylor abaixou o jornal e sorriu para ela.
-Bom dia, bela adormecida., vamos tomar café?
-Foi você quem fez tudo isso? Incrédula e s juntando a Taylor na mesa do café.
- Foi, porque essa cara de espanto?
- Porque eu nunca imaginei que você pudesse preparar uma mesa tão bonita e apetitosa quanto essa.- Ana sorria, nesse momento Taylor colocou suas mãos em cima das de Ana que repousavam sobre a mesa, fazendo-a corar.
-Você não imagina das coisas que eu posso fazer para ver você sorrir.- Deixando-a ainda mais vermelha.
- Bom vamos ver se além de bonita está bom esse seu café.
- Pode ter certeza que você vai gostar sou quase um chef.-Os dois sorriam um para o outro e tomaram o seu café sem falar nenhum momento sobre o ocorrido na noite anterior, depois de lavar a louça Taylor entregou uma sacola para Ana.
-Ai dentro tem escova de dentes, creme dental, essas coisas.
- Obrigada.
Depois de estar devidamente com dentes e cabelos escovados , Ana dava uma arrumada no quarto dos meninos quando percebeu Taylor parado na porta do quarto a observando.
- Vai ficar parado ai? Venha me ajudar a guardar essas coisas.
-Estava admirando a vista, mas poder deixar que eu ajudo, senhorita. - Ana não podia evitar de olhar e admirar aquele homem de sorriso largo e olhos brilhantes, quando Taylor se aproximou para pegar o edredom das mãos de Ana sua pele encostou na dela fazendo com que seu corpo todo estremecesse, ele a olhou nos olhos e a puxou para perto de si.
-Não suporto mais, não aguento ficar perto de você , eu só penso em te tocar , te beijar.- Ele disse sem em nenhum momento desviar seu olhar do de Ana.
-Me beija, não me deixar pensar, porque se eu pensar...- Antes que Ana pudesse terminar a frase Taylor a beijou, com tanta intensidade que ambos deixaram o edredom cair no chão e seus corpos na cama.
Taylor beijava e abraçava Ana, percorria sua mão pelo corpo dela, e ela retribuía cada toque dele, ele puxou a camisa de Ana e a jogou no chão, em seguida a sua, quando o seu celular começou a tocar interrompendo ele queria deixar tocar, mas ao olhar para Ana achou melhor atender, viu que a chamada era de Natalie.
-Alô- Disse seco.
- Bom dia amor, A que horas você vem?
Taylor percebeu o incomodo que aquela ligação causara em Ana , esse se desvincilhou dele e pegou a camisa jogada no chão e a colocou, sem olhar para ele Ana saiu do quarto.
-Daqui algumas horas estou ai, não se preocupe.
-O que aconteceu? Você está mesmo sozinho ai, ou tem alguém com você?
- Nat dâ um tempo, acabei de acordar em casa a gente conversa.
-Ok, beijos. Te amo.
- Xau Nat.
Assim que desligou o celular Taylor correu atrás de Ana e encontrou a porta da sala aberta, ao sair percebeu que ela estava sentada na namoradeira que tinha na varanda da casa, ela olhava o jardim e o sol que batia nas flores. Ele se sentou ao lado dela e tentou traze-lá para o seu abraço, mas ela o rejeitou. Então com uma das mãos ele virou o rosto de Ana para que ela o olha-se.
-Me desculpa.
-Não tenho porque te desculpar, ela é sua esposa, se tem alguém que tem que pedir desculpas sou eu.
-Não você está errada, eu não deveria ter atendido ela na sua frente, não quero ver o sentimento de culpa que eu estou vendo agora no seu olhar. Ela ainda é minha esposa , mas eu não a amo mais.
- Tenho olhar de culpa porque me sinto culpada , mas não estou te culpado. Sou adulta eu deixei eu quis, ser beijada por você e queria muito mais, não importa se você não a ama, você continua casado.
Nesse momento Ana olhou para a mão esquerda de Taylor, e ele seguiu com o olhar.
- Você tem razão continuou casado, e vou resolver essa situação.
- Não estou te pedindo nada, o que aconteceu aqui a gente esquece.- Taylor se levantou e começou a andar de um lado para o outro.
-Não é por você Ana, é por mim. Faz tempo que a situação está insustentável , mas eu não fiz nada pelos meu filhos, mas que bom pai eu seria dando um exemplo de casamento de aparências, sendo infeliz e fazendo a mãe deles infeliz só por causa de uma família de porta-retratos? Eu quero mais para mim, então não pense que você foi culpada de alguma coisa, porque quando você apareceu tudo já havia desmoronado.
Ana não sabia o que dizer, o que fazer. Ao mesmo tempo que queria se manter distante de Taylor ela queria abraça-lo e beija-lo.
- Acho melhor irmos.
- Tudo bem, e vou fechar a casa e nos podemos ir.
 Taylor então se afastou e foi para dentro da casa, Ana pegou suas coisas e aguardou do lado de fora da casa, ela havia se apaixonado pela aquela casa.
- Vamos?- Taylor a chamou fazendo-a sair do transe em que se encontrava. Os dois seguiram o caminho de volta para Tulsa em silêncio, mas de vez em quando olhavam um para o outro , na realidade eles estavam conversando através do olhar.
Taylor estacionou o carro em frente ao prédio de Ana.
- Obrigada pelo passeio maravilhoso.
- Eu que agradeço, pela noite maravilhosa.
- Tay, não vamos entrar nesse assunto. -Ele se aproximou dela e lhe deu um selinho, fazendo o coração de Ana bater mais do que bateria de escola de samba na sapucaí.
- Eu não vou falar, mas também não posso deixar prá lá , não posso fingir que não aconteceu.
- Eu estou confusa, mas sei que não vou e nem quero fingir que não aconteceu.
_Então vamos deixar assim por enquanto, sem falar no assunto, mas sem deixar prá lá, vamos nos dar uma oportunidade , pode ser? - Ana estava ficando cada vez mais confusa, ele queria continuar a ver-lá? Queria que ela fosse sua amante?
-Não quero uma amante, só não quero te perder, e nem deixar de te ver. Eu vou resolver minha vida, eu prometo. -Mas uma vez seus dedos passeavam por entre os cabelos de Ana e sua face, ele a trouxe para perto mais uma vez , e nenhum dos dois resistiu, e nem se importaram se alguém pudesse ver. Se beijaram, se abracaram como se soubessem que tempos difíceis estivessem por vir.



sexta-feira, 5 de abril de 2013

Capitulo 12- O beijo

 Taylor e Ana estão novamente no quarto dos meninos. Enquanto Tay retira roupas de cama que estavam dentro de um saco no closet , Ana estava sentada em uma das camas  do quarto. Ela admirava Taylor sem ele perceber , como ele era gentil, educado, engraçado, carinhoso e atencioso, em sua cabeça só vinha qualidades sobre ele. Mas logo ela saiu do transe , porque o mesmo homem educado, havia jogado travesseiros e edredons em cima dela.
- Acordaaa, menina, dormindo de olho aberto?- Tay ria
-Mas você é chato mesmo!- Jogando de volta um travesseiro em Taylor. Que fechou a cara na hora, deixando Ana apreensiva.
- Você pensa que pode vir na minha casa, no meu quarto, me chamar de chato e jogar travesseiro em mim, que eu vou ficar quieto?- O olhar de tay estava sério.
-Nãooo.- Ana disse abaixando a cabeça, mas já desconfiava do que estaria por vir.
- Acho melhor você correr então.- Jogando outro travesseiro em Ana, que se jogou na outra cama, atirando outro nele. Pronto a farra começou , os dois tentavam desviar um do travesseiro do outro. Se escondiam atrás dos móveis. Até que Tay saiu de trás do sofá e  jogou dois de uma só vez em Ana , a derrubando-a em sua cama. Ele subiu em cima dela gritando.
- Eu sou o rei da guerra de travesseiros.- Eles não conseguiam para de rir, Ana fazia força para que ele saísse de cima dela mas Taylor segurava seus pulsos com uma das mãos e com a outra fazia cocegas nela, pedindo para que ela repetisse o que ele disse.
- Vai Ana , admita eu sou o rei?
-Paraaaaaaaaa, tá bom eu falo.
- Boa menina, então diz quem é o rei?
-Você é o rei, agora sai de cima de mim por favor.- Taylor naquele momento parou de fazer cocegas nela, ele olhava para Ana ainda vermelha de tanto rir e fazer força para tira-ló de cima dela. Ela era linda, como era linda. Ana também olhava para ele e pensava a mesma coisa daquele homem com o cabelo todo bagunçado em cima dela . Os dois se olhavam com admiração e um desejo latente, Taylor abaixou o corpo para se aproximar de Ana.
Ele olhava para os lábios de Ana que também olhava para os seus, ele olhou para os olhos dela e encontrou os seus, cada vez mais ele se aproximava. Era possível sentir a respiração ficando cada vez mais forte, ele soltou os pulsos dela, e ela percorria suas mãos pelos braços fortes de Tay, ele se aproximou ainda mais, podendo sentir o hálito de Ana, eles se olharam nos olhos mas uma vez antes de fecha-lós. Ele pressionou seus lábios contra os de Ana, fazendo com que ela abrisse a boca e ele a invadisse num beijo doce e cheio de desejo. Cada vez mais ele invadia a boca de Ana com a sua língua, ele mordia de leve os lábios dela , e ela retribuía com beijos pelo seu rosto, suas mãos passando dos braços de Taylor para suas costas. Taylor hora a abraçava, hora percorria as mãos pelos cabelos de Ana. Ele sentia uma sensação de plenitude nesse beijo, ele sentia que Ana era dele e ele era dela. Depois de um beijo tão intenso seus lábios se separaram. Taylor estava apoiado com um dos cotovelos na cama, com a outra mão ele fazia carinho no rosto de Ana, e enchia suas bochechas de beijo. Ana estava confusa, acabara de ter o melhor e mais doce beijo da sua vida, e foi com um homem casado, no momento em que se recordou do estado civil de Taylor ela se afastou dele ficando sentada na cama.
- Isso não está certo.- Taylor também se sentou e a abraçou, cheirando o cabelo de Ana e beijando-o ele segurou o rosto de Ana com as duas mãos fazendo ela olhar para ele.
- Eu sei, mas o que eu estou sentindo por você e o que eu senti que você também sente por mim, não é errado também.
- É errado sim, você é casado.
- Não Ana, eu ainda estou casado, não quer dizer que eu ainda a ame. Taylor aproximou seus lábios da testa de Ana e a beijou, depois ele voltou a beijar as bochechas dela, seguindo em direção aos lábios, assim que os seus lábios se encontraram o beijo se tornou mais uma vez ardente, urgente. Taylor começava a enxergar, estava se apaixonando. Ana encostou sua cabeça no peito de Taylor, ela começou a entender o  porque se sentia tão bem com ele, como tudo era bonito, simples e alegre com ele por perto. Ela queria fugir dos seus abraços, de seu toque mais não conseguia era muito bom estar com ele.
-Vamos dormir? Taylor falou docemente , acariciando Ana que estava em seu abraço. Ela apenas sacudiu a cabeça estava em um turbilhão de pensamentos.
Ela deitou na cama , enquanto Taylor a cobria com um edredom e se juntava a ela , ele a abraçou e puxou-a para mais perto do seu corpo afundando o seu nariz no cabelo dela. Logo dormiram  abraçadinhos um sono tranquilo,o sono dos apaixonados.

Capitulo 11- A previsão

A chuva estava forte Taylor pegou um lençol e entregou para Ana.
- Usa isso para você não se molhar tanto, se bem que com essa chuva vai ser meio difícil não se molhar.- Ana deixou de lado o lençol e lançou um olhar desafiador para Taylor.
- Não sou feita de açúcar , vamos logo antes que acabe a luz. - E correu para o quintal dos fundos , seguida por Taylor, este subiu no muro e viu a Sra. Hudson na cozinha.
- Me dá sua mão eu te ajudo a pular o muro.- Para espanto de Taylor, Ana subiu o muro já pulando para o outro lado, ele ficou de boca aberta.
- O que foi? Nunca viu uma mulher pular o muro?
- Não desse jeito!
- Vamos logo.- Correram até a porta da  cozinha e Tay bateu  chamando pela sra. Hudson, que claro se assustou mas reconheceu naquele homem os traços do seu antigo vizinho , um menino magrelo e cabeludo, de olhar doce , mas arteiro. Ela abriu a porta e viu Ana atrás de Taylor.
- Menino a quanto tempo! Entra esta muito forte essa chuva.
- Obrigado sra. hudson, eu vim dar uma olhada na casa e começou a chover acho que vamos ter que passar a noite.A sra. Hudson olhava para Ana , achou que a "esposa" de Taylor era muito bonita.
- Nossa Jordan sua esposa é linda, e vocês formam um casal tão bonito parece saído das telas do cinema.- Ana ficou vermelha e Tay achou engraçado e  começou a rir a sra. Hudson achar que Ana era sua esposa , ela deveria estar ficando com a memoria ruim , pois ela fora ao seu casamento. Se bem que ela sempre achou Natalie sem sal nem açúcar.
- Não sra. Hudson não é a minha esposa, essa é minha amiga Ana.- Essa estendeu as mãos para cumprimentar a Sra. Hudson.
- Prazer Sra. Hudson , obrigada por nos receber.
- O prazer é meu lindinha, por favor sente-se os dois vou buscar toalhas para vocês. E me desculpem pela confusão.
Assim que saiu da cozinha Tay começou a zoar com Ana.
- Nossa você tinha que ver a sua cara quando ela te confundiu , parecia um tomate.
- Como você pode ser tão legal e as vezes tão pé no saco?
- Credo! tô brincado.- Rindo ainda mais, Ana resolveu ficar em silêncio e prestar atenção no noticiário, uma noticia também fez com que Tay ficasse quieto. Havia caído uma barreira na estrada que eles teriam que usar para voltar a Tulsa.
- Agora e a chuva diminuiu não vamos poder voltar por causa da barreira. Ana estava com medo de passar uma noite com Taylor, ela sabia que ele estava mexendo com os sentimentos dela e não queria se envolver com ninguém muito menos um homem casado.
- Pra você ver, vai passar a noite com o pé no saco.- Ele ria da situação, ter voltado para Jenks fez com que tay voltasse a se sentir ele mesmo. A Sra. Hudson chegou com toalhas e mudas de roupa limpa.
- Crianças aqui estão tolhas e roupas limpas dos meus netos , eles tem quase a mesma idade que vocês. Agora que a chuva diminuiu vocês podem tomar um banho quente, enquanto eu preparo algo para vocês comerem e coloco essa roupa molhada para secar. Jordan você que conhece a casa mostra para Ana o banheiro por favor. - Eles seguiram por um grande corredor cheio de fotos e foram para o andar de cima da casa.
- Você conhece mesmo a casa.
- O neto da Sra. Hudson é o Ashley meu amigo e nos sempre vinhamos aqui brincar. Eles pararam em frente a uma porta.
- Pronto senhorita , entra e toma seu banho.
- Obrigada.
-Não tem de que.-Taylor desceu as escadas e foi até a cozinha conversar com a Sra. Hudson. A sra. Hudson era  uma mulher que sabia muito da vida, e que também era conhecida por suas previsões sobre a vida das pessoas, no dia do casamento de Taylor ela havia lhe dito que aquele casamento  teria um prazo e quando vencesse ele iria encontrar a sua alma gêmea , a pessoa que iria completar a sua vida. Taylor ria e nem ligou para o que a sra. lhe dissera, ele tinha esquecido mas ao ver a Sra. hudson cozinhando se lembrou e resolveu lhe perguntar.
- Como o a senhora sabia?
- Sabia o que Jordan?
- Que o meu casamento iria acabar?
_ Hã, você se lembrou do que eu te disse, ele acabou não foi?  Por isso você está aqui com essa moça?
- Não é bem assim, meu casamento acabou sim, mas ela é uma amiga eu a trouxe para conhecer Jenks.
- E você já se perguntou o porque você a trouxe?
- O porque? Porque eu confio nela, gosto de conversar com ela , e a senhora ainda não me respondeu.
- Como eu sabia? Bom eu não sei, só sei que quando te vi naquela igreja eu vi outra mulher no lugar da sua, vi que aquele não era o lugar da mulher que estava se casando com você, e que ela iria ter que sair da sua vida para a verdadeira dona do seu coração poder entrar.
- Eu não quero saber de me envolver com ninguém.
- Não é questão de querer Jordan, essas coisas acontecem porque tem que acontecer. -Quando Taylor se preparava para fazer mais perguntas Ana chegou.
- Obrigada, estava ótimo o banho,.
- Que isso querida, agora sente-se e me entregue sua roupa vou colocar na secadora.
-Obrigada.
Quando a Sra. Hudson saiu Ana percebeu Tay calado e perdido em seus pensamentos.
- Ei? Cabeça de vento vai tomar um banho, senão você vai ficar doente.
- Hã... a tá... Banho , tô indo.
Eles jantaram com a  Sra. Hudson, taylor resolveu avisar natalie onde estava e foi até até a sala ligar.
- Natalie?
- Alô...Taylor onde você está, eu tentei ligar no seu celular mas está fora de área estamos todos preocupados.
- Não se preocupe eu estou bem, Eu vim visitar a casa dos meus pais em Jenks, e você sabe a chuva, a queda de barreira  vou ter que passar a noite aqui.
- Você está sozinho?- Taylor achou melhor mentir não queria discussão por telefone e muito menos na casa dos outros.
- Sim, estou sozinho agora vou desligar ok. Boa noite.
- Boa noite, não esquece eu te amo.
-Tá, xau.
- Xau.
Ana fez o mesmo e ligou para Jen.
-Alô... Jenny?
- Alô... Ana cade você sua maluca, minha mãe estava quase dando parte do seu desaparecimento.
- Ai me desculpa, é que eu estou em Jenks e caiu uma barreira vou passar a noite aqui com o Tay, amanhã nos estamos de volta.- Do outro lado da linha o boca de Jenny estava aberta , ela estava com Tay? Taylor Hanson ? Como, e quando isso aconteceu?
- Ana o que você está fazendo com o Taylor Hanson ai?
-É uma longa história amanhã eu te conto com calma, mas não deixa ninguém ficar sabendo ok.
- Ok, porque você vai ter que me contar tim tim por tim tim.
- Está bem, boa noite.
- Boa noite heim , se proteja.
- Para de ser besta Jen.
Quando Ana voltou para cozinha encontrou Taylor e a Sr. Hudson conversando alegremente sobre quando ele e Ashley eram crianças e roubavam frutas das árvores dos vizinhos. Ana observava Taylor em silêncio , cada traço do seu rosto, como tudo se iluminava com o seu sorriso, porém estava cansada e seus olhos não conseguiam mais ficar abertos.
- Você está cansada e já é tarde, vamos para casa?- Taylor perguntou , ele retirava do  rosto de Ana uma mecha de cabelo e colocava atrás da orelha. A sra. Hudson ao ver aquela cena teve mais uma de suas previsões.
-Vocês vão ter que passar por muitas provações, por muitas lágrimas e dor. Vocês vão querer fugir desse sentimento , mas não vão conseguir serem felizes separados , porque um completa o outro.- Ana e Taylor se olharam e depois olharam para a sra. Hudson, incrédulos com o que acabaram de escutar.
- Do que a sra. está falando?-Ana estava curiosa.
-Estou dizendo que vocês vão ter que ser fortes.
 - Fortes porque Sra. Hudson?- Taylor sabia que ela estava fazendo mais uma previsão sobre o seu futuro, e queria saber mais.
- Porque uma tempestade se aproxima, bom acho melhor vocês irem descansar. A sra. Hudson resolveu encerrar a conversa por ai, ela via o desespero no rosto dos dois.
- Tudo bem, boa noite.- Tay se levantou e abraçou a senhora hudson, que foi até o balcão e pegou uma cesta a ele.
- Aqui na cesta tem algumas coisas para vocês comerem.
- Obrigada por tudo Sra Hudson.- Ana disse abraçando a senhora
- De nada filha, consigo ver que você é uma menina boa, que já sofreu muito por amor, mas não sofra mais, ele não era o seu verdadeiro amor, o verdadeiro está mais perto do que você imagina.- Ana ficou espantada como essa mulher poderia dizer coisas assim, parecia ler a alma das pessoas. Eles foram caminhando até a porta.
- Boa noite. - Ana disse já saindo da casa.
- Boa noite menina.
_ Boa noite e mais uma vez obrigado.- Dessa vez a Sra. Hudson segurou a mão de Taylor, lhe deu um beijo na testa e disse.
- Está tão perto Jordan, porque você ainda não enxergou, força você vai ser muito feliz, mais do que você já sonhou.- Taylor sorriu sem entender muito bem o que ela estava querendo que ele enxerga-se. Eles se despediram e Taylor seguiu para o fundo do quintal , Ana já havia pulado o muro, então ele jogou a cesta para ela e depois pulou para o jardim da sua casa.
- Vamos dormir, porque eu tô quebrado. Disse se contorcendo todo no meio do quintal.
- Essa senhora é vidente? Ana não se conteve e perguntou , enquanto Taylor abria a porta.
-Sabe , eu não sei ao certo. Porque geralmente essas pessoas cobram , etc e tal. Mas a sra. hudson faz essas previsões assim do nada sem ninguém perguntar..Enquanto Ana colocava a cesta na mesa da cozinha percebeu um Taylor pensativo.
- Ela costuma acertar?
-Sempre.
- Ela já fez previsões para você?
-Sim
- Ah, pela sua cara parece que não foi coisa boa. Taylor ainda estava parado perto da porta, ele trancou a porta e se sentou num banquinho que tinha junto ao balcão, ele fez um sinal para que Ana se sentasse , ela sentou ficando de frente para ele."Nossa que olhos maravilhoso ele tem".Ela só conseguia enxergar o brilho dos olhos de taylor
- A sra. hudson , disse para eu e meus irmãos, numa das milhares de vezes que uma gavadora havia nos rejeitado, que aquilo acontecia porque ainda não era o nosso momento. E que a nossa hora estava chegando, que iriamos fazer muito sucesso no mundo todo.
- Isso foi uma coisa boa, mas você continua com uma cara de que não foi bom.
- Porque ela também falou dos problemas com a antiga gravadora, e de todos os obstáculos que teríamos que enfrentar.
- Ah, sim , mas eu não entendi porque ela falou aquilo para nós.
- Também não sei talvez seja uma coisa, que só ela está vendo e nós não.
- Pode ser. - Ana e Taylor bocejam ao mesmo tempo e riem um para o outro.
- Vamos dormir. -Taylor se levanta e estende a mão para Ana que a segura e segue com ele pela casa.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Capitulo 10 - Tempestade.

Em Tulsa na casa da família Hanson ,  todos estavam reunidos a fim de ajudar Taylor e Natalie a salvarem seu casamento. Walker e Diana estavam desesperados com uma separação que estava cada vez mais eminente e pediram ajuda de seus filhos para saber o que realmente estava acontecendo dentro da casa de Taylor .
- Mãe , eu não sei porque dessa reunião de família. A vida é do Taylor se ele quisesse ajuda de algum de nos com certeza ele nos pediria.
- Isaac , você sabe que o seu irmão não deve estar bem da cabeça , já que ele está pensando em se divorciar, em abandonar os filhos!
- Calma Di , o Taylor não é nenhum irresponsável.
- É mãe o pai está certo o Taylor não é irresponsável, é meio lesado mas irresponsável não.
- Nossa Zac essa sua capacidade de observação me espanta.
- Ike você é muito dramático.
- Não Zac sou realista, e mãe o Taylor não vai abandonar os filhos dele.
-Ele só não está feliz, será que vocês não percebem?-Todos viraram o rosto em direção ao canto da sala  . onde Mac, Jessica  e Avery estavam sentados, incrédulos com o que acabaram de escultar  Mac  não era de falar  muito ao contrário de Taylor, ele era mais reservado até com sua própria família , porém muito observador a tempos havia notado que seu irmão não era tão feliz assim quanto demonstrava para sua família.
- Viram se até o Mac percebeu que as coisas não estão bem. Ike enfatizou o bem, ele sabia que sua mãe não iria descansar até fazer com  que Taylor desistisse do divorcio  e ele não queria mais ver seu irmão fingindo que está feliz.- Jessica estava do lado dos pais, afinal ela era muito ligada a Natalie e deixou bem claro que iria ajudar os dois a se reconciliarem. Avery era mais parecida com Mac, não entendia o porque de todos estarem ali discutindo um assunto que só cabia a Taylor e Natalie.
- Gente o que nós estamos fazendo aqui? Discutindo um problema que nem é nosso, e  " os interessados "  nem aqui estão.
- Avery, você quer ver essa família separada? Indagou Diana.- Avery se levantou do sofá e começou a caminhar , chegou perto de Diana e tocou o obro da mãe.
- Não mãe... família não se separa. Quem se separam são as pessoas. E dito isso Avery saiu da sala e foi seguida por Mac.
- Vocês viram o que está acontecendo?
-Calma Di .-Walker tentava acalmar os ânimos.
-Mãe me desculpe mas eu concordo com o Mac e a Avery . O tay não está  feliz e isso faz tempo, deixa os interessados no assunto resolverem os seus problemas.
- Mãe sou obrigado a concordar com o Ike. Deixa o Tay resolver a vida dele.-Dessa vez foi Zac que causou espanto em Ike.
_ Você não vai dizer nada Walker?
- Meu amor , você sabe que eu prefiro conversar com o Taylor primeiro, saber o que se passa com ele.
- Mãe eu concordo com você a Nat e o Taylor precisam de ajuda para passar por essa crise.
- Obrigada Jessie, parece que só nos não estamos de acordo com essa atitude do Jordan. - Zac arregalou os olhos e cochichou no ouvido de Ike.
_ Se prepare porque lá vem a tempestade.

Alguns quilômetros longe dali Taylor e Ana continuavam a olhar para o céu, de mãos dadas e em silêncio. Até que um raio surgiu seguido de um forte trovão fazendo Ana se agarrar a ele, assim que percebeu o que estava acontecendo ela rapidamente se levantou e foi olhar pela janela , Taylor também se levantou de sua cama.
-Nossa... Acho que vai cair uma baita chuva Tay, está tarde é melhor irmos.
- Pior que vai mesmo cair uma chuva daquelas. - Taylor mal havia completado a frase e outro estrondo foi ouvido, e uma forte chuva começou a cair.
- Acho melhor passarmos a noite aqui, vai ser difícil pegar a estrada com essa chuva.- As janelas começaram a bater com o vento forte e eles correram para fechar tudo.- Ana pegou o celular
- Não usa isso não maluca está relampeando.
- Não iria usar , mesmo porque também não tem sinal, sem água e nem comida como vamos passar a noite  a sua família e a Jenny devem estar preocupados, perdemos a noção do tempo.
- Calma , a Sra Hudson mora ainda mora aqui do lado, nos podemos ir até lá pedir algumas coisas emprestadas , ela sempre foi amiga da família.

Capitulo  9- Alguém como você.

O andar de cima da casa tinha uma parede cheia de desenhos feitos pelas crianças.Taylor mostrava todo orgulhoso as "obras de arte" dele e dos irmãos.
-Está vendo esses desenhos na paredes , nos adorávamos desenhar e pintar as paredes da casa, meus pais sempre nos incentivavam a expor nosso lado artístico, mas teve uma hora que a casa parecia mais um muro de grafiteiro ,  minha mãe resolveu pintar a casa e nos deixou só uma parede.
- Vocês são pessoas de múltiplos talentos, bom eu sei que você canta, toca, compõe, desenha o que mais você sabe fazer? Porque sinceramente nenhum desses é o meu forte.- A conversa entre eles fluía como se fossem velhos conhecidos , um sorria para outro , escultava com atenção cada observação, cada gesto. Taylor já estava familiarizado com o jeito de Ana , ele já conseguia ler Ana, sabia quando ela queria lhe perguntar algo mas estava com medo, ele achava bonito o sotaque dela, Ana por sua vez ainda não conseguia ler Taylor, ela estava sim encantada por ele, ele era totalmente diferente dos caras que ela conhecia e totalmente diferente da imagem de astro internacional que ela fazia dele. Ele passavam por um grande corredor e Tay  encostou numa porta cheia de desenhos de notas musicais.
- Agora você vai conhecer a caverna- Disse  todo sorridente.
- Nossa será que vai sair algum bicho dai?- Ana também não perdeu a oportunidade de brincar com ele. Tay abriu a porta e deixou Ana passar primeiro. Ela pode ver que o quarto era bem espaçoso com três camas cobertas por lençóis , uma estante, poltrona , desenhos feitos na parede decoravam o quarto, Tay tirou o lençol de uma das camas e deitou-se , ele virou o rosto e olhou para Ana parada no meio do quarto.
- Ana deita aqui eu quero te mostrar uma coisa.
- Que...que... você vai mostrar?- Disse toda vermelha, Tay achou graça , mas gostou de saber o que ela havia imaginado.
- Calma pode ficar tranquila, deita do meu lado.-Taylor olhou  o teto e Ana fez o mesmo, ela pode perceber a que havia uma abertura  no teto com um vidro, depois ele olhou para o relógio já eram 17:30 o sol começaria a se por.Ana deitou-se ao lado de Taylor esse por sua vez colocou os braços em baixo da sua cabeça.
-  Que lindo!-Ana dizia, o tom de azul do céu estava ficando mais escuro.
- Eu ficava cansado de olhar para o teto sem poder ver as estrelas então meu pai fez isso para mim, meus irmãos depois acabavam  querendo pegar a minha cama para poder olhar as estrelas, mas a gente dividia, para meu pai não fechar. Ana olhava para o céu que começava a escurecer e depois para Taylor ele virou o rosto e seus olhos se encontraram, um sorriso tímido surgiu dos lábios de Ana e ela disse:
- Eu nunca conheci alguém como você, obrigada por confiar em mim e por me mostrar as estrelas.- Taylor olhou para o céu e disse:
-  De nada, mas nenhuma delas brilha como você- Ana corou um pouco e voltou a olhar para o céu e  as estrelas que começavam a aparecer. Tay tirou uma das mãos em que apoiava a cabeça e colocou sobre as mãos de Ana, essa entrelaçou seus dedos nos dele, mas uma vez eles se olharam com cumplicidade, eles sabiam que algo estava acontecendo entre eles.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Capitulo 8-  Eu confio em você.

 Ana olhava ao longe a casa da família Hanson, sem entender o porque de Taylor a ter levado para lá, eles nem eram amigos e estavam se conhecendo. Ana olhava tudo ao seu redor , a casa era grande  e o quintal também.
- Vamos entrar? - Taylor sorria, parecia perdido em boas recordações.
- Vamos!
Eles subiram os poucos degraus que davam para uma varanda com cercas brancas e uma namoradeira toda branca e com flores cor-de-rosa bem no canto que dava a visão para o restante do quintal. Taylor abriu a porta da casa.- Não repare na bagunça faz tempo que ninguém vem para cá.- Taylor foi tirando alguns lençóis que cobriam os móveis.
-Nossaaa! É linda.
A casa da  família Hanson não era chique, nem uma mansão saída de revistas de fofocas. Mas era grande e aconchegante. Ana  se perguntava o porque dele expor a sua intimidade e de sua família a uma pessoa estranha, ela  caminhava ao lado de Taylor pela casa admirando cada comodo e imaginado como deveria ser aquela família morando naquela casa e as travessuras que Taylor e seus irmãos faziam naquele quintal enorme, ela não pode evitar de sorrir ao olhar para Taylor um homem bem ali na sua frente, lindo. E imagina-lo como uma criança arteira. Esse percebeu o sorriso de Ana .
_ Adoro o seu sorriso.- Deixando-a sem graça.
_Acho que você não vai adorar o que eu estou pensando.
_ Então me diz?
_ Eu estou pensando em você criança , você tem cara de quem aprontava muito.
_ Hahahah, É pode se dizer que eu soube aproveitar a minha infância.
- Que bom , porque uma pessoa que não aproveita a infância acaba se tornando um adulto frustado.
- Nossa, falou a psicologa.
- Para de pegar no meu pé. - Os dois riam enquanto Taylor mostrava a sala de jantar.
-Mas você também tem uma carinha de que aprontava todas.
- Hum, não vou negar  eu fazia as minhas travessuras. Meus avós tem um sitio no interior então eu , meu irmão e meus primos sempre íamos lá, então você sabe como é , subir em árvores, nadar , brincar com os animais, e quase sempre nos metíamos em encrenca. Ana passava sua mão sobre a mesa de madeira na sala de jantar e foi se aproximando de Taylor olhou diretamente em seus olhos , aqueles olhos azuis e ela sentia que poderia se perder naquela imensidão.
- Porquê você me trouxe aqui?
- Você não gostou?
-Claro que gostei, mas é que nos acabamos de nos conhecer e isso é algo tão intimo para você estar compartilhando com uma pessoa estranha.
_ Nos podemos nos conhecer a pouco tempo, mas eu sinto que posso confiar em você. Para mim você não é nenhuma estranha, eu me sinto a vontade com você. EU CONFIO EM VOCÊ.-Taylor segurou as mãos de Ana e a levou para o andar de cima da casa.

sábado, 14 de abril de 2012


Capitulo 7-  O guia

Ana acordou com o sol batendo em seu rosto. O sol brilhava o céu estava azul era possível ouvir o som dos pássaros.

Nossa que delicia de sono hoje dia promete. – Ana se levantou e foi até o banheiro, colocou a banheira para e se olhou no espelho, ela não sabia ao certo o que havia mudado nela, olhava o seu reflexo e não conseguia entender se por fora ela continuava a mesma Ana por dentro uma semente havia brotado e ela nem fazia idéia do que o futuro estava preparando. Depois de se examinar e constatar que estava a mesma Ana entrou na banheira e ligou o Ipod entre as milhares de musicas uma em especial chamou a atenção era SAVE ME.

“Puxa, nem sabia que tinha colocado essa musica aqui, se bem que acho que não é só eu que ando precisando que alguém me salve”- Aquela música não a fez pensar em Cauã, mas sim também em Taylor.” Será que ele está bem?”- Ana fechou os olhos e ficou pensando no dono daquela voz que a fazia se sentir tão bem.



Na casa de Taylor o silêncio não reinava mais as crianças já estavam acordadas e ele ouvia ao longe as risadas de seus filhos, também dormira com as cortinas abertas e sentia que o sol havia queimado sua face.

- Droga vou ficar igual a um pimentão. - Reclamava enquanto se levantava e ia até o banheiro. Tomou banho, escovou os dentes e foi escolher algo para vestir ,  quando a porta do quarto se abriu ele virou-se para ver se era um de seus filhos, mas encontrou só o olhar vazio de Natalie.

_ Bom dia, Tay?- Tentando colocar um sorriso nos lábios.

- Bom dia, Nat.- Disse seco.

- Você já vai para o estúdio?

-Não, não estou com cabeça para gravar nada. - Nat havia ficado feliz com a noticia talvez ela pudesse aproveitar esse tempo com Taylor e fazê-lo mudar de idéia.

- Que tal se nos fossemos fazer um passeio a sós?- Taylor entendeu aonde ela queria chegar e não queria que Natalie alimentasse falsas esperanças. Ele havia terminado de se vestir, virou-se na direção de Natalie e disse:

_ Não leve a mal, mas eu preciso desse tempo para mim, preciso ficar sozinho. – Ela abaixou a cabeça deu um sorriso amarelo para Taylor e se retirou esse voltou a olhar no espelho, penteou os cabelos e foi para a sala ao chegar à sala deu um beijo em seus filhos pegou as chaves do carro e saiu.

No Hall de entrada do prédio Jennifer esperava Ana.

-Bom dia Jen.

- Bom dia Ana. - Jen  havia percebido que Ana estava mais contente do que no da anterior.

- Vamos que hoje e tenho dois clientes para visitar, você está muito contente hoje, viu passarinho azul?

_ Que isso Jen, eu só estou me sentindo feliz.

- Que bom passa um pouco dessa felicidade para mim porque hoje eu vou ficar estressada.

As duas riram e entraram no carro de Jen, foram conversando até chegar ao campus.

_ Obrigada Jen, tenha um ótimo dia e procura não se estressar. - Ana sorria para a amiga.

- Vou tentar... você tem certeza que não quer passar no meu escritório mais tarde, assim poderíamos ir embora juntas?

- Não obrigada, prefiro ir caminhando assim posso conhecer melhor a cidade.

- Você é quem sabe, qualquer coisa me liga.

- Pode deixar bye.

- Bye.

Ana caminhava pelo campus da escola até que ouviu alguém gritando o seu nome, era Bem que vinha correndo atrás dela.

- Nosssa você não anda você corre.

_ Ah, Bem até parece, com você está?

_ Eu vou bem, entendeu Ben?- Rindo da cara que Ana fazia, essa deu um empurrão nele.

_ Como você é sem graça. Rindo também

- Vamos para lanchonete ainda tem tempo antes da aula?

_ Claro quem sabe a Thais esta por lá. - Ana disse e segui com Ben até a lanchonete, avistaram Thais em meio a livros café e torta.

-Sabia que íamos te encontrar aqui. - Ana se sentou ao lado de Thais.

_Nossa saiu da guerra. - Ben também se sentou mais a frente de Thais.

- Oi gente tem muito trabalho para eu fazer e sem comer eu não consigo pensar direito.

Eles se olharam e caíram na gargalhada. Até que Ben lembrou que a aula já iria começar. Seguiram para a aula e sentaram próximos.

O professor o Sr. Foster falava sobre o amor na visão literária. - Ana prestava muita atenção.

_ Vocês ao lerem uma obra já repararam como o Amor é relatado na literatura? O amor é sempre impossível, inalcançável, sempre sofrido, na maioria das vezes platônica, não correspondida. – Ana sentia como se cada palavra que o senhor Foster proferisse fosse sobre a relação dela com o amor. Viajou em seus pensamentos, lembrou-se do dia em que pegou no flagra Cauã e Patrícia. Fechou os olhos e balançou a cabeça para que aquela imagem saísse de seus pensamentos.  Voltou sua atenção para a aula.

_ Eu quero que vocês façam uma analise sobre o amor e a literatura, vocês podem até fazer uma auto-analise se vocês procuram o amor real ou o amor literário.  Pesquisem conversem com seus colegas e vale até buscar em suas relações amorosas.  Vocês têm um mês para trazer a pesquisa e a analise. - Todos estavam comentando a aula do Sr. Foster.

- Muito boa essa aula, acho que vou ter bastante material para a analise. - Thais falava sem parar.

_ O bom que você trabalha numa editora você poderia tentar falar com alguns escritores. - Ben também estava empolgado, eles logo perceberam que Ana estava mais atrás deles e em silêncio.

-Aconteceu algo Ana?- Thais perguntou preocupada. O que fez Ana sair de seu mundinho.

- Aham? Ah tá não, não aconteceu nada.

- Você está um pouco distraída. - Bem também havia notado que Ana não estava bem.

_ Nada mesmo, é sério também estou empolgada e com vontade de começar logo a pesquisa.

-Que bom, vamos almoçar então?

- Não vai dar eu tenho que ir para o trabalho. – Thais deu um beijo em cada um e foi para o estacionamento.

- E você Ana?

- Hoje não vai dar Ben, eu estou um pouco cansada prefiro ir para casa.

- Se você quiser eu te levo,

- Obrigada, mas vou passar no escritório da Jen.

- Ok então fica para a próxima.

- Ok combinado. - Ana não sabia ao certo porque havia mentindo para Ben, mas a verdade é que ele a cercava e ela já havia percebido isso.

Taylor havia passado boa parte do dia visitando museus, e rodando pelas lojas de musica da cidade, olhou para o relógio e viu que horas eram.

“Hora de ir para o parque, quem sabe eu não a encontro de novo.”

Ana caminhou pela cidade e estava passando novamente em frente ao parque, como ela não estava se sentindo muito bem depois de tanto ouvir falar sobre o amor, resolveu entrar e ficar sentada vendo os patinhos no lago. De longe Taylor avistou a figura daquela menina-mulher. Ela estava linda jeans, blusinha branca e um cardigã rosa ele se aproximou e disse.

_ Sabia que hoje era um dia de sorte e que eu iria te encontrar aqui. - Ana assim que ouviu a voz se virou e viu a imagem de Taylor sorrindo para ela, agora os papeis estavam invertidos.

Oi Taylor – Disse sorrindo docemente.

Oi Anna- puxando ela para perto e lhe dando um beijo no rosto, Ana sentiu o corpo contrair com o toque dos lábios de Taylor em sua face.

_Que bom que eu te encontrei aqui. - Ana arqueou as sobrancelhas.

-Por quê?- Disse curiosa.

-Porque eu gostaria de te levar para conhecer melhor Oklahoma.

_ Resumindo você quer ser o meu guia turístico? Ana sorria e seus olhos brilhavam.

_ Exatamente, se você quiser é claro. -Retribuindo o sorriso.

Ana se levantou do banco sorrindo para Taylor.

_Então para onde você vai me levar?

- Segredo... Vamos?- Taylor estendeu as mãos para Ana, que aceitou e colocou o seu braço envolto no braço de Taylor.

Os dois caminhavam sorridentes pelo park, mas Ana estava curiosa para saber aonde Taylor a levaria e o porquê dele estar ali.

-Posso te fazer uma pergunta Taylor?

-Hummmm me deixar ver, se for perguntar novamente para onde nós iremos à resposta é não.

- Sem graça, não é nada disso. - Ana ria com as graças de Taylor. -Mas confesso que estou curiosa para saber.

- Sabia... Você é muito curiosa Ana. -Taylor também ria da situação e da cara que Ana fazia, ele abriu a porta do carro para ela e se dirigiu ao banco do motorista.

- Pode perguntar. – Respondeu dando um sorriso de canto e partindo com o carro pela Avenida de Tulsa.

-Porque você quer ser o meu guia hoje? Não que eu não queira, mas você é um homem ocupado e que eu saiba vocês tem a gravação do novo álbum, não é?

-Uauau, você tem certeza que não é jornalista? Estou me sentindo como numa coletiva de imprensa.

_ Desculpe, não quis te colocar na parede.

- Fica tranquila, não achei ruim as suas perguntas, lá vai... Hoje não tem gravação, acho que vou ficar um tempo sem ir ao estúdio, estamos meio que buscando “inspiração”- Taylor escondeu o verdadeiro motivo, não que não confiasse em Ana, mas não queria expor seus sentimentos. - E eu quero ser seu guia hoje porque a conversa que tivemos me fez muito bem, e há tempos eu não me sentia tão bem e tão a vontade com alguém. - Ele tirou os olhos da estrada e olhou para Ana sorrindo, um sorriso de cumplicidade que  foi retribuído, dessa vez  ele não conseguiu esconder o que se passava dentro dele.

- Obrigada pela honra de ser meu guia, e vou levar essas palavras como um elogio.

-Com certeza. Sorrindo ainda mais. - Ana percebe que eles não estão, mais no centro de Tulsa e estão pegando uma estrada para fora da cidade.

-Estamos saindo da cidade?

-Sim senhorita. - Ele disse arrumando os óculos escuros.  Começou a mexer no rádio, parou numa rádio que tocava CLOSER, do King of Leon. Taylor cantava junto e Ana admirava o show particular que Taylor estava dando, ela o observava e obervava a paisagem a sua volta. Ana pensava como poderia estar ali sentada ao lado de um ídolo da musica e o ouvindo cantar só para ela. Passado uma hora de viajem eles chegaram numa cidadezinha, o centro era bem menor que o centro de Tulsa.

-Chegamos senhorita, a Jenks. Uma das mais aconchegantes cidades que eu conheço... E muito especial para mim.

Taylor estacionou o carro em frente a um restaurante, como sempre ele abriu a porta do carro para Ana.

- Acho que você deve estar com fome, porque eu to morto!

- Vou te confessar uma coisa... Também estou morta de fome!

- Que bom aqui tem uma das melhores comidas do estado de Oklahoma.- Taylor pegou na mão de Ana entrelaçou seus dedos nos dela,  e saiu de mãos dadas. Ele não havia percebido, mas Ana olhava para suas mãos juntas e sentia um frio percorrer seu corpo ela não sabia explicar se era porque isso era errado, afinal ele era casado ou porque no fundo estava sentindo que corria perigo ao se aproximar dele. Eles entraram no restaurante que não estava cheio, o garçom indicou a mesa e eles foram se sentar, foi então que Ana conseguiu sair o transe e tirar suas mãos das de Taylor. Esse quando percebeu o que havia acontecido.

- Me deculpe, fui pegando na sua mão. –Disse envergonhado.

-Não fique assim, não achei ruim, eu até gostei. Corando mais um pouco e desta vez foi Ana que não conseguiu esconder os sentimentos.

- Só achei errado porque você é um homem casado. - Taylor ficou em silêncio afinal de contas ela estava certa e o que ele estava fazendo era errado. E Ana percebeu uma tristeza em seus olhos.

Eles fizeram o pedido para o garçom, e almoçaram em silêncio. Ana já estava arrependida de ter aceitado estar ali com ele e principalmente por ter falado sobre o casamento, que pelo andar da carruagem não estava nada bom. Até que Taylor quebrou o silêncio, pedindo a conta.

- Vamos? –Disse olhando para Ana, porém sem estender as mãos para ela. Ana sentia se mal por estragar um dia tão lindo.

-Quero te mostrar o lugar da minha infância. - Eles saíram do restaurante e seguiram pela cidade. Pararam em frente a um grande portão, Taylor desceu e abriu o enorme portão de ferro seguiram até uma casa bem grande e bonita, parecia que há tempos ninguém ia lá. Ana ficou maravilhada com a casa.

- Foi aqui que eu nasci.